sexta-feira, 29 de abril de 2011
A vida de adoração
NÃO É SÓ ESTUDO, É INTIMIDADE
Para chegarmos a ser adoradores devemos primeiro conhecer a Deus. É desejo de Deus que sejamos verdadeiros adoradores e o Espírito nos revela quem é Deus. O conhecer a Deus não se baseia somente em estudos. O estudo, mesmo que aprofundado intelectualmente é superficial se o Espírito não revela. Não existe conhecimento verdadeiro sem adoração. Todo crescimento intelectual que podemos receber não se compara com o revelar do Espírito em nossos corações. Este conhecer a Deus através do Espírito e a comunhão íntima com Deus constituem a adoração.
ESTUDANDO COM UNÇÃO
Quando começamos a buscar na bíblia, catecismos, com unção e ensinamentos do Espírito sobre conhecer a Deus, o próprio Espírito se encarrega de nos revelar a Deus. Podemos nos deparar com pessoas de pouca cultura e recursos humanos, mas que estão na presença de Deus em adoração e, portanto são mais sábios que vários estudiosos. Deus esconde dos sábios e estudiosos e revela aos pequeninos. (Lc 10,21b)
RELACIONAMENTO COM DEUS APROFUNDADO
Cada vez que o Espírito nos revela algo de Deus nossas vidas devem ser transformadas e principalmente nosso relacionamento com Deus deve ser aprofundado. Mas o próprio Senhor nos leva a contemplar tudo, gerando vida em nosso espírito, transformando informações em poder enquanto estamos em comunhão com Deus em adoração. Nós por outro lado apresentamos a Deus nossa total admiração e humilhação pelo o que vimos e recebemos do Espírito pela revelação espiritual. A adoração é a única reação possível diante da glória e do poder de Deus.
FRUTOS DA ADORAÇÃO
A adoração traz aperfeiçoamento espiritual para o adorador porque recebe uma porção maior da presença do Espírito para inundar todas as áreas da vida, trazendo mais santidade. A vida de adoração traz vários benefícios espirituais para as nossas vidas. A vida de adoração fortalece a fé, nos ajuda a andar no Espírito, corrige nosso sistema de valor, nos leva a cumprir o propósito de nossa existência “… redenção do povo que Ele adquiriu para o seu louvor e glória” (Ef 1, 14), e somos transformados de glória em glória (II Cor 3, 18), liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo (CIC. 2097) e Deus investe nos adoradores concedendo-lhes a unção.
ADORAÇÃO X MENTIRA
A adoração para Deus tem que ser fluída pelo Espírito. Não existe adoração da boca pra fora. Deus não aceita uma adoração que não venha do próprio Espírito (Lv 10, 1-2). Não há como enganar a Deus. Ele conhece nossos corações e nossas intenções. Em Am 5, 22-23 diz que o louvor se torna um barulho insuportável quando não buscamos a comunhão com Deus, agradar a Deus. Muito mais que o louvor de nossos lábios Deus quer que vivamos a verdade. O Senhor deseja que nos reconciliemos com Ele antes de O servir ou até mesmo de adorá-Lo. Não existe adoração com lábios impuros ou corações endurecidos. Isto não quer dizer que devemos ser santos para achegarmos a Ele, mas reconhecer que precisamos Dele para a nossa santificação.
PROFUNDIDADE NA ADORAÇÃO
A adoração não pode jamais depender de fatores externos como pessoas, instrumentos musicais… Podemos até usar de alguns destes fatores, mas tudo isto fica na dimensão externa como um suporte físico. Quando chegamos a um nível mais profundo de adoração nenhum fator externo tem mais valor. A base de nossa adoração tem que ser sempre Jesus. Só entramos na presença de Deus por meio do Sangue de Jesus que nos deu acesso ao Trono da Graça.
O pecador liberto por Jesus se vê diante de Deus como uma nova criatura não consegue fazer outra coisa senão adorá-lo. O lugar, o que está em nossa volta deixa de existir e entramos na dimensão da adoração onde somos totalmente tomados pela glória de Deus.
A glória de Deus é tão imensa que os nossos corações são muito pequenos para reconhecer perfeitamente o que dela contemplamos. Somos ainda menos capazes de expressar essa glória com palavras, mas adoramos em espírito e por isso a nossa adoração consiste em sentimentos espirituais que junto com as palavras e a verdade chegam ao coração de Deus. Como pode ser possível contemplar a obra de Jesus, o amor do Pai e a presença do Espírito Santo sem se deixar ser consumido em adoração?
Nádia Taboas
Para chegarmos a ser adoradores devemos primeiro conhecer a Deus. É desejo de Deus que sejamos verdadeiros adoradores e o Espírito nos revela quem é Deus. O conhecer a Deus não se baseia somente em estudos. O estudo, mesmo que aprofundado intelectualmente é superficial se o Espírito não revela. Não existe conhecimento verdadeiro sem adoração. Todo crescimento intelectual que podemos receber não se compara com o revelar do Espírito em nossos corações. Este conhecer a Deus através do Espírito e a comunhão íntima com Deus constituem a adoração.
ESTUDANDO COM UNÇÃO
Quando começamos a buscar na bíblia, catecismos, com unção e ensinamentos do Espírito sobre conhecer a Deus, o próprio Espírito se encarrega de nos revelar a Deus. Podemos nos deparar com pessoas de pouca cultura e recursos humanos, mas que estão na presença de Deus em adoração e, portanto são mais sábios que vários estudiosos. Deus esconde dos sábios e estudiosos e revela aos pequeninos. (Lc 10,21b)
RELACIONAMENTO COM DEUS APROFUNDADO
Cada vez que o Espírito nos revela algo de Deus nossas vidas devem ser transformadas e principalmente nosso relacionamento com Deus deve ser aprofundado. Mas o próprio Senhor nos leva a contemplar tudo, gerando vida em nosso espírito, transformando informações em poder enquanto estamos em comunhão com Deus em adoração. Nós por outro lado apresentamos a Deus nossa total admiração e humilhação pelo o que vimos e recebemos do Espírito pela revelação espiritual. A adoração é a única reação possível diante da glória e do poder de Deus.
FRUTOS DA ADORAÇÃO
A adoração traz aperfeiçoamento espiritual para o adorador porque recebe uma porção maior da presença do Espírito para inundar todas as áreas da vida, trazendo mais santidade. A vida de adoração traz vários benefícios espirituais para as nossas vidas. A vida de adoração fortalece a fé, nos ajuda a andar no Espírito, corrige nosso sistema de valor, nos leva a cumprir o propósito de nossa existência “… redenção do povo que Ele adquiriu para o seu louvor e glória” (Ef 1, 14), e somos transformados de glória em glória (II Cor 3, 18), liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo (CIC. 2097) e Deus investe nos adoradores concedendo-lhes a unção.
ADORAÇÃO X MENTIRA
A adoração para Deus tem que ser fluída pelo Espírito. Não existe adoração da boca pra fora. Deus não aceita uma adoração que não venha do próprio Espírito (Lv 10, 1-2). Não há como enganar a Deus. Ele conhece nossos corações e nossas intenções. Em Am 5, 22-23 diz que o louvor se torna um barulho insuportável quando não buscamos a comunhão com Deus, agradar a Deus. Muito mais que o louvor de nossos lábios Deus quer que vivamos a verdade. O Senhor deseja que nos reconciliemos com Ele antes de O servir ou até mesmo de adorá-Lo. Não existe adoração com lábios impuros ou corações endurecidos. Isto não quer dizer que devemos ser santos para achegarmos a Ele, mas reconhecer que precisamos Dele para a nossa santificação.
PROFUNDIDADE NA ADORAÇÃO
A adoração não pode jamais depender de fatores externos como pessoas, instrumentos musicais… Podemos até usar de alguns destes fatores, mas tudo isto fica na dimensão externa como um suporte físico. Quando chegamos a um nível mais profundo de adoração nenhum fator externo tem mais valor. A base de nossa adoração tem que ser sempre Jesus. Só entramos na presença de Deus por meio do Sangue de Jesus que nos deu acesso ao Trono da Graça.
O pecador liberto por Jesus se vê diante de Deus como uma nova criatura não consegue fazer outra coisa senão adorá-lo. O lugar, o que está em nossa volta deixa de existir e entramos na dimensão da adoração onde somos totalmente tomados pela glória de Deus.
A glória de Deus é tão imensa que os nossos corações são muito pequenos para reconhecer perfeitamente o que dela contemplamos. Somos ainda menos capazes de expressar essa glória com palavras, mas adoramos em espírito e por isso a nossa adoração consiste em sentimentos espirituais que junto com as palavras e a verdade chegam ao coração de Deus. Como pode ser possível contemplar a obra de Jesus, o amor do Pai e a presença do Espírito Santo sem se deixar ser consumido em adoração?
Nádia Taboas
terça-feira, 26 de abril de 2011
Feliz Aniversário ...
Parabéns Edicleison, desejamos a você toda felicidade, saúde e acima de tudo bençãos de Deus em sua vida, saiba que você é muito importante para nós.
Abraço.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ressuscitou de Verdade
Uma antiga e sempre atual saudação para o Tempo Pascal resume em poucas palavras a fé dos cristãos: “Cristo ressuscitou”! A resposta confirma a convicção: “Ressuscitou de verdade”! Pode ser retomada na Liturgia e repetida nos cumprimentos entre as pessoas e, mais ainda, pode ser roteiro de vida! É o nosso modo de desejar uma Santa Páscoa a todos, augurando vida nova e testemunho vivo do Ressuscitado, com todas as consequências para a vida pessoal e para a sociedade.
Celebrar a Páscoa é penetrar no mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nestes dias de Semana Santa salta à vista Seu modo tão divino e humano de viver a entrega definitiva. “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). É a entrega livre daquele de quem ninguém tira a vida, mas se faz dom de salvação.
Jesus Cristo, que é verdadeiro Deus, oferece o testemunho de inigualável maturidade, na qual se encontra a referência para todos os seres humanos. “Os guardas voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam: Ninguém jamais falou como este homem” (Jo 7, 45-46). Encontrá-Lo é descobrir o caminho da realização pessoal. Mas seria pouco considerá-Lo apenas exemplo a ser seguido. “De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O homem verdadeiro é Senhor e Salvador. N'Ele estão nossas esperanças e a certeza da ressurreição. Mais do que Mestre ou sábio de renome, n'Ele está a salvação.
Seus apóstolos e discípulos, antes temerosos diante das perseguições, tendo recebido o Espírito Santo, sopro divino do Ressuscitado sobre a comunidade dos fiéis, tornaram-se ardorosos anunciadores de Sua ressurreição e de Seu nome. Basta hoje o anúncio de Cristo: “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes. “Quando ouviram isso, ficaram com o coração compungido e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: Irmãos, que devemos fazer? Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2, 36-39).
Cristo morreu, Cristo ressuscitou, Cristo há de voltar! O que parece simplório é suficiente, pois daí nascem todas as consequências: vida nova, alegria perene, capacidade para se levantar das próprias crises e pecados, amor ao próximo, vida de comunidade, testemunho corajoso da verdade, vida nova na família cristã, compromisso social, serviço da caridade! Tudo isso? Sim, na Páscoa de Jesus Cristo está o centro da fé cristã e a fonte de vitalidade, da qual gerações e gerações de cristãos beberam como de uma fonte verdadeiramente inesgotável.
Celebrar a Páscoa é ir além da recordação dos fatos históricos, para chegar ao encontro com Cristo vivo. Nós cristãos O reconhecemos hoje presente, fazendo arder os corações, vamos ao Seu encontro nos irmãos, especialmente na partilha com os mais pobres, acolhemos Sua palavra viva, lida da Sagrada Escritura e proclamada na liturgia, sabemos que Ele permanece conosco se nos amamos uns aos outros e está vivo na Igreja, quando se expressam os sucessores dos Apóstolos e O buscamos na maior exuberância de Sua presença, que é a Eucaristia. Este é nosso documento de identidade!
Com o necessário respeito à liberdade de todas as pessoas, queremos hoje dizer a todos os homens e mulheres, em todas as condições em que se encontram, que as portas estão abertas, mais ainda: escancaradas. Se quiserem, aqui está o convite para a maior de todas as comemorações: “Celebremos a festa, não com o velho fermento nem com o fermento da maldade ou da iniquidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade!” (I Cor 5, 8). É Páscoa do Senhor! Feliz, verdadeira e santa Páscoa da Ressurreição!
Celebrar a Páscoa é penetrar no mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nestes dias de Semana Santa salta à vista Seu modo tão divino e humano de viver a entrega definitiva. “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). É a entrega livre daquele de quem ninguém tira a vida, mas se faz dom de salvação.
Jesus Cristo, que é verdadeiro Deus, oferece o testemunho de inigualável maturidade, na qual se encontra a referência para todos os seres humanos. “Os guardas voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam: Ninguém jamais falou como este homem” (Jo 7, 45-46). Encontrá-Lo é descobrir o caminho da realização pessoal. Mas seria pouco considerá-Lo apenas exemplo a ser seguido. “De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O homem verdadeiro é Senhor e Salvador. N'Ele estão nossas esperanças e a certeza da ressurreição. Mais do que Mestre ou sábio de renome, n'Ele está a salvação.
Seus apóstolos e discípulos, antes temerosos diante das perseguições, tendo recebido o Espírito Santo, sopro divino do Ressuscitado sobre a comunidade dos fiéis, tornaram-se ardorosos anunciadores de Sua ressurreição e de Seu nome. Basta hoje o anúncio de Cristo: “Que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes. “Quando ouviram isso, ficaram com o coração compungido e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: Irmãos, que devemos fazer? Pedro respondeu: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2, 36-39).
Cristo morreu, Cristo ressuscitou, Cristo há de voltar! O que parece simplório é suficiente, pois daí nascem todas as consequências: vida nova, alegria perene, capacidade para se levantar das próprias crises e pecados, amor ao próximo, vida de comunidade, testemunho corajoso da verdade, vida nova na família cristã, compromisso social, serviço da caridade! Tudo isso? Sim, na Páscoa de Jesus Cristo está o centro da fé cristã e a fonte de vitalidade, da qual gerações e gerações de cristãos beberam como de uma fonte verdadeiramente inesgotável.
Celebrar a Páscoa é ir além da recordação dos fatos históricos, para chegar ao encontro com Cristo vivo. Nós cristãos O reconhecemos hoje presente, fazendo arder os corações, vamos ao Seu encontro nos irmãos, especialmente na partilha com os mais pobres, acolhemos Sua palavra viva, lida da Sagrada Escritura e proclamada na liturgia, sabemos que Ele permanece conosco se nos amamos uns aos outros e está vivo na Igreja, quando se expressam os sucessores dos Apóstolos e O buscamos na maior exuberância de Sua presença, que é a Eucaristia. Este é nosso documento de identidade!
Com o necessário respeito à liberdade de todas as pessoas, queremos hoje dizer a todos os homens e mulheres, em todas as condições em que se encontram, que as portas estão abertas, mais ainda: escancaradas. Se quiserem, aqui está o convite para a maior de todas as comemorações: “Celebremos a festa, não com o velho fermento nem com o fermento da maldade ou da iniquidade, mas com os pães ázimos da sinceridade e da verdade!” (I Cor 5, 8). É Páscoa do Senhor! Feliz, verdadeira e santa Páscoa da Ressurreição!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Arcebispo de Belém - PA
sábado, 16 de abril de 2011
O Sacerdote é o Ungido do Senhor...
O Sumo e Eterno Sacerdote. Torna-se o representante legítimo de Cristo. Quando preside a celebração dos sacramentos, principalmente a Eucaristia e a reconciliação, ele age in persona Christi, ou seja, na Pessoa de Cristo, fonte de onde provém a vida para todos os membros da Igreja. Por isso mesmo, quando na Celebração da Eucaristia, ele diz: “Isto é o meu corpo” e “este é o cálice do meu sangue”, o pão e o vinho se transformam no Corpo e no Sangue de Cristo pelo poder do Espírito Santo.
Da mesma forma, quando, na celebração do sacramento da reconciliação, ele diz: “Eu te absolvo de teus pecados”, é o próprio Cristo quem perdoa.
Dessa primeira consideração, já podemos tirar uma conclusão prática: se o sacerdote está identificado sacramentalmente com Cristo, seu estilo de vida deve ser o estilo de vida de Cristo. Aqui se encontra a razão teológica e espiritual para o carisma do celibato, o qual aproxima o estilo de vida do sacerdote ao estilo de vida de Cristo: celibatário, casto e virgem.
O carisma do celibato ajuda o sacerdote a viver, com radicalidade, a caridade pastoral. Pelo anúncio da Palavra – Cristo e Sua mensagem – o sacerdote aproxima os seres humanos de Deus. Como educador da fé e da reta conduta humana e cristã, ele forma a personalidade do discípulo de Cristo.
Além disso, o sacerdote é o ministro da santificação. Para usarmos a expressão do apóstolo São Paulo, ele é o dispensador dos mistérios de Deus, dos bens salvíficos que nos chegam pelos sacramentos.
Os sacramentos são chamados canais da graça. Esses canais estão ligados a uma fonte que é o Cristo ressuscitado. É d'Ele que provém a graça salvífica para toda a vida da Igreja. Finalmente, pertence à identidade do sacerdote ser a imagem viva de Cristo, o Bom Pastor.
O sacerdote governa o povo a ele confiado não como funcionário, mas com a autoridade do pastor. O rebanho não pertence a ele, mas a Cristo. Cronologicamente, o Ano Sacerdotal terminou na Festa do Coração de Jesus. Seu objetivo, porém, deve permanecer na vida de toda a Igreja: a oração pela santificação dos sacerdotes.
O sacerdote santo é luz do mundo e sal da terra.
Da mesma forma, quando, na celebração do sacramento da reconciliação, ele diz: “Eu te absolvo de teus pecados”, é o próprio Cristo quem perdoa.
Dessa primeira consideração, já podemos tirar uma conclusão prática: se o sacerdote está identificado sacramentalmente com Cristo, seu estilo de vida deve ser o estilo de vida de Cristo. Aqui se encontra a razão teológica e espiritual para o carisma do celibato, o qual aproxima o estilo de vida do sacerdote ao estilo de vida de Cristo: celibatário, casto e virgem.
O carisma do celibato ajuda o sacerdote a viver, com radicalidade, a caridade pastoral. Pelo anúncio da Palavra – Cristo e Sua mensagem – o sacerdote aproxima os seres humanos de Deus. Como educador da fé e da reta conduta humana e cristã, ele forma a personalidade do discípulo de Cristo.
Além disso, o sacerdote é o ministro da santificação. Para usarmos a expressão do apóstolo São Paulo, ele é o dispensador dos mistérios de Deus, dos bens salvíficos que nos chegam pelos sacramentos.
Os sacramentos são chamados canais da graça. Esses canais estão ligados a uma fonte que é o Cristo ressuscitado. É d'Ele que provém a graça salvífica para toda a vida da Igreja. Finalmente, pertence à identidade do sacerdote ser a imagem viva de Cristo, o Bom Pastor.
O sacerdote governa o povo a ele confiado não como funcionário, mas com a autoridade do pastor. O rebanho não pertence a ele, mas a Cristo. Cronologicamente, o Ano Sacerdotal terminou na Festa do Coração de Jesus. Seu objetivo, porém, deve permanecer na vida de toda a Igreja: a oração pela santificação dos sacerdotes.
O sacerdote santo é luz do mundo e sal da terra.
Dom Benedito Beni
Bispo da Diocese de Lorena
Bispo da Diocese de Lorena
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Abrindo a porta...
"Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e lá serem trancados por mim.
Mas, todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo serviu o rei, disse-lhe:
- Senhor posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja – Disse-lhe o rei.
O soldado então a abre a porta vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.
“Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?”
“Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?"
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e lá serem trancados por mim.
Mas, todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo serviu o rei, disse-lhe:
- Senhor posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja – Disse-lhe o rei.
O soldado então a abre a porta vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.
“Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?”
“Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?"
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Em Santidade - Ministério Adoração e Vida
Música "Em Santidade", tema do CD do Ministério Adoração e Vida,
autoria de Walmir Alencar, arranjo de Rodrigo Pires.
O CD traz canções gravadas em estúdio, mas conta com essa faixa ao vivo, gravada no Chevrolet Hall em Belo Horizonte-MG.
Participações especiais noutras músicas: Pe. Fábio de Melo, Adriana e Dunga (Canção Nova).
autoria de Walmir Alencar, arranjo de Rodrigo Pires.
O CD traz canções gravadas em estúdio, mas conta com essa faixa ao vivo, gravada no Chevrolet Hall em Belo Horizonte-MG.
Participações especiais noutras músicas: Pe. Fábio de Melo, Adriana e Dunga (Canção Nova).
Circulo do Amor
Uma mensagem para refletir....
Ele quase não viu o rosto da senhora com o carro parado no acostamento, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou o seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a novo.
Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada, pois ninguém tinha parado para ajudá-la até então. Ele não parecia seguro, parecia pobre, faminto. Ele, por sua vez, percebeu que ela estava com medo de sua aproximação e disse-lhe:
- Eu estou aqui para ajudá-la madame, por que a senhora não espera dentro do carro onde estará quentinha e abrigada do frio intenso e da neve ?
- A propósito, meu nome é Fábio.
Ele, após apresentar-se, percebeu que o veículo dela tinha um pneu furado, mas para uma senhora da idade dela, isto era um problemão, haja visto o veículo ser tipo perua e pesado.
A seguir abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu, entretanto ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
Enquanto ele apertava as porcas da roda, ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era da capital e só estava naquela região de passagem e que não sabia como agradecer-lhe pela preciosa ajuda. Fábio apenas sorriu enquanto se levantava.
Ela perguntou-lhe quanto devia. Qualquer quantia teria sido pouco para ela, pois tinha imaginado as mais terríveis coisas que poderia ter-lhe acontecido se Fábio não tivesse parado, ainda mais aquela hora da noite.
Fábio não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar as pessoas quando alguém tinha necessidade (essa era a postura de vida dele) e Deus já lhe ajudara tantas vezes, então respondeu:
- Se a senhora realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para a pessoa aquilo que ela precisar. E acrescentou:
- E pense em mim !
Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem retornando para casa. Alguns quilômetros adiante, a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante simples e sem muita higiene, mas ela estava com muita fome ! A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar os cabelos molhados e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo com os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pode apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem um estranho, e então se lembrou de Fábio.
Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava o troco para uma nota de cem reais, a senhora se retirou. Já tinha partido, quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo de papel sobre a mesa, sob o qual tinha um cheque no valor de mil reais.
Havia lágrimas em seus olhos, quando leu o que a senhora escreveu e que dizia:
- Você não me deve nada ! Fique com o troco da refeição e com o cheque para você. Eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma, estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar algum dia, não deixe este círculo de amor terminar em você.
Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito. Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disso ? Com o bebê para o próximo mês, tudo estava difícil ! Ela então virou-se para o marido que já dormia ao seu lado, deu-lhe um beijo carinhoso e macio e sussurrou:
- Deus está nos ajudando Fábio, tudo ficará bem meu amor, não se preocupe !
AS MARAVILHAS DA EUCARISTIA
Ricos ensinamentos dos nossos santos e santas sobre a Eucaristia
São João Crisóstomo dizia:
“Deu-se todo não reservando nada para si”.
“Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor” (Ct 2,4-5)”.
São Boaventura:
“Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”.
São Francisco de Sales:
“Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.
Santa Teresa de Ávila:
“Não há meio melhor para se chegar à perfeição”.
“Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”.
“Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina”.
São Bernardo:
“A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente”.
“Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.
S. Vicente Ferrer:
“Há mais proveito na Eucaristia que em uma semana de jejum a pão e água.
Santo Ambrósio:
“Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.”
São Gregório Nazianzeno:
“Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”.
“O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-no do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno.”
São Tomás de Aquino:
“A comunhão destrói a tentação do demônio.
Concílio de Trento:
“Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais.”
Santo Afonso de Ligório:
“A comunhão diária não pode conviver com o desejo de aparecer, vaidade no vestir, prazeres da gula, comodidades, conversas frívolas e maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento.”
“Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do Divino Sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.
S. Pio X:
“A devoção à eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”.
“Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.
Santo Agostinho:
“Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele.”
“Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.”
“ A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia.”
“Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua maternidade.”
Papa Pio XII:
“A fé da Igreja é esta: que um só e o mesmo é o Verbo de Deus e o Filho de Maria, que sofreu na cruz, que está presente na Eucaristia, e que reina no céu.”
São Gregório de Nissa:
“Nosso corpo unido ao corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.
São João Maria Vianney:
“Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano”.
Santa Teresinha:
“Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”.
“Quando o demônio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão.”
Santa Margarida Maria Alacoque:
“Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demônio, do que afastando-nos de Jesus, o qual lhe tira o poder que ele tem sobre nós.”
São Filipe Neri:
“A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.”
Santa Catarina de Gênova:
“O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.
São João Bosco:
“Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante.”
Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demônio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”
Imitação de Cristo (Tomás de Kempis):
“Ao sacerdote na consagração é dado ao que aos anjos não foi concedido”.
“Não há oblação mais digna, nem maior satisfação para expiar os pecados, que oferecer-se a si mesmo a Deus, pura e inteiramente, unido à oblação do Corpo de Cristo, na missa e na comunhão”.
“A Eucaristia é a saúde da alma e do corpo, remédio de toda enfermidade espiritual, cura os vícios, reprime as paixões, vence ou enfraquece as tentações, comunica maior graça, confirma a virtude nascente, confirma a fé, fortalece a esperança, inflama e dilata a caridade.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Vivendo a Semana Santa ...
A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.
2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.
Tríduo Pascal
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.
QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.
De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar.
Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.
Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.
SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.
Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.
O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.
E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.
Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.
Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.
VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração.
À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.
Obrigado senhor,
Pelos meus braços perfeitos,
Quando há tantos mutilados;
Pelos meus olhos perfeitos,
Quando há tantos sem luz;
Pela minha voz que canta,
Quando tantas emudecem;
Pelas minhas mãos que trabalham,
Quando tantas mendingam.
É Maravilhoso Senhor,
Ter um lar para voltar,
Quando há tantos que não tem onde ir;
Sorrir,
Quando há tantos que choram;
Amar,
Quando há tantos que odeiam;
Sonhar,
Quando há tantos que se revolvem em pesadelos;
Viver,
Quando há tantos que morrem antes de nascer;
Sobretudo, ter pouco a pedir,
E tanto a agradecer.
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Razões porque sou católico...
1º - A Igreja Católica tem como seu fundador o próprio Jesus Cristo ( Mt 16,18-19)
2º - A Igreja Católica é governada segundo a forma bíblica: bispos (Atos 20,28; Flp 1,1; Tt 1,8), presbíteros = anciãos (Atos 15, 2-6,21,18; 1Pdr 5,1) e diáconos (Atos 6, 1-6).
3º - A Igreja Católica comprova a sua autoridade com a sucessão apostólica.
4º - A Igreja Católica foi confirmada por Deus e inaugurada para o mundo com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes (Atos 2).
5º - A Igreja Católica segue a advertência bíblica contra as divisões, cismas e sectarismo (Mt 12,25; 16,18; Jo, 10,16; 17,20-23; Atos 4,32; Rom 13,13; 1Cor 1, 10-13; 3,3-4; 10,17; 11,18-19; 12,12-27; 14,33...).
6º - A Igreja Católica está fundamentada na autoridade da Bíblia (Hbr 4, 12-13; 2Tm 3,16-17; da Tradição, isto é, o conteúdo da doutrina cristã vindo desde o começo do cristianismo que garante a continuidade da única e mesma mensagem de Cristo (2Ts 2,15 consultar Bíblia de Jerusalém e a versão protestante João Ferreira de Almeida; 1Cor 11,2) e do Magistério, isto é, a palavra do papa e dos bispos unidos a ele (Mt 16,19; Lc 10,16).
7º - A Igreja Católica recebeu a missão de ensinar a verdade e cuidar da sã doutrina ( Mt 28,19-20 e Atos 2, 42), e assim evitar o erro das interpretações particulares que provocam discussões e diversidades. Ela é "coluna e sustentáculo da verdade"(1Tim 3,15).
8º - A Igreja Católica conservou a Bíblia com todos os livros do antigo Testamento (46 livros), conforme o uso dos primeiros cristãos e confirmado pelos Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397), Cartago IV 9419) e Trulos (692). E, quanto ao Novo Testamento, inspirada por Deus, estabeleceu os 27 livros. Foi ela também quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos para facilitar a sua leitura.
9º - A Igreja Católica em os sete sinais da graça de Deus: os sacramentos. O Batismo (Mt 29,19), Crisma (Atos 8,18), Eucaristia (Mt 26,26-29), Matrimônio (19,3-9), Unção dos Enfermos (Tg 5,13-15), e a Ordem (instituído por Jesus durante a Última Ceia, quando disse aos seus apóstolos na Última Ceia: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).
10º - A Igreja Católica acredita que o batismo é necessário para receber a salvação (Mc 16,16), o perdão dos pecados, o Espírito Santo (Atos 2,38) e tornar-se membro da Igreja (Atos 2,41).
11º - A Igreja Católica continua a conceder o sacramento da Crisma do mesmo modo como no passado (Atos 8,18, isto é, pelos bispos, sucessores dos apóstolos.
12º - A Igreja Católica crê na presença real de Jesus na Eucaristia (Jo 6,51.53-56). Ela vive fielmente as palavras da Última Ceia: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19.20).
13º - A Igreja Católica mantém a prática de dar uma nova oportunidade de perdão dos pecados através dos sacramentos da penitência ou confissão, conforme a vontade de seu fundador (Jo 20,23).
14º - A Igreja Católica professa ser o matrimônio indissolúvel, conforme o ensino de Seu fundador (Mt 19,3-9). e ao mesmo tempo tem misericórdia e acolhe com amor aqueles(as) que passaram pela dura experiência da separação.
15º - A Igreja Católica continua o sacerdócio instituído por Jesus Cristo na Última Ceia (Lc 22,14-20), e continuado desde a Igreja primitiva (Atos 6,6; 14,22; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6) até os nossos dias.
16º - A Igreja Católica continua a prática da Unção dos Enfermos para pedir a cura para o espírito, alma e corpo, conforme o ensino bíblico (Mc 1,13; 1Cor 12,9; Tg 5,14-15) e a prática dos primeiros cristãos passada de geração em geração até aos nossos dias.
17º - A Igreja Católica venera a Virgem Maria conforme uma profecia bíblica (Lc 1,48) e a vontade do próprio Jesus (Jo 19,25-27).
18º - A Igreja Católica professa quatro verdades fundamentais sobre Maria: ela é a mãe de Deus (Lc 1,43); permaneceu virgem antes, durante e depois de dar a luz ao filho de Deus (Mt 1,16.18); em vista do seu divino Filho foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição) (Lc 1,28); terminado o seu tempo na terra foi elevada ao céu em corpo e alma (Assunção) (Ap 12,1-14).
19º - A Igreja Católica aceita a autoridade dos Concílios Ecumênicos realizados desde o início do Cristianismo (Atos 15), e no decorrer dos séculos foram definindo a doutrina cristã.
20º - A Igreja Católica crê na doutrina bíblica do céu (1cor 2,9; Ap 21,3-4), inferno (Mc 9,43-44) e no valor da oração pelos mortos (2Mac 12,39-45; 1Cor 3,11-15; Tb 12,12; 1Cor 15,29; 2Tm 1,16-18).
21º - A Igreja Católica acredita na eficácia da intercessão da Virgem Maria e dos santos, conforme o testemunho apresentado pela própria Escritura (Gn 18,23-31; Ex 32,11-14; Rom 1,9; Tg 5,16), e o testemunho de cristãos que atribuem as graças alcançadas à intercessão dos santos e santas.
22º - A Igreja Católica crê na existência dos anjos, e também na eficácia do seu auxílio (Ex 23,20-23; Tb 3,25; Sl 90,11).
23º - A Igreja Católica acredita que cada pessoa tem um anjo da guarda (Sl 33,8; Mt 18,10; Atos 12,15; Hbr 1,14)
2º - A Igreja Católica é governada segundo a forma bíblica: bispos (Atos 20,28; Flp 1,1; Tt 1,8), presbíteros = anciãos (Atos 15, 2-6,21,18; 1Pdr 5,1) e diáconos (Atos 6, 1-6).
3º - A Igreja Católica comprova a sua autoridade com a sucessão apostólica.
4º - A Igreja Católica foi confirmada por Deus e inaugurada para o mundo com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes (Atos 2).
5º - A Igreja Católica segue a advertência bíblica contra as divisões, cismas e sectarismo (Mt 12,25; 16,18; Jo, 10,16; 17,20-23; Atos 4,32; Rom 13,13; 1Cor 1, 10-13; 3,3-4; 10,17; 11,18-19; 12,12-27; 14,33...).
6º - A Igreja Católica está fundamentada na autoridade da Bíblia (Hbr 4, 12-13; 2Tm 3,16-17; da Tradição, isto é, o conteúdo da doutrina cristã vindo desde o começo do cristianismo que garante a continuidade da única e mesma mensagem de Cristo (2Ts 2,15 consultar Bíblia de Jerusalém e a versão protestante João Ferreira de Almeida; 1Cor 11,2) e do Magistério, isto é, a palavra do papa e dos bispos unidos a ele (Mt 16,19; Lc 10,16).
7º - A Igreja Católica recebeu a missão de ensinar a verdade e cuidar da sã doutrina ( Mt 28,19-20 e Atos 2, 42), e assim evitar o erro das interpretações particulares que provocam discussões e diversidades. Ela é "coluna e sustentáculo da verdade"(1Tim 3,15).
8º - A Igreja Católica conservou a Bíblia com todos os livros do antigo Testamento (46 livros), conforme o uso dos primeiros cristãos e confirmado pelos Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397), Cartago IV 9419) e Trulos (692). E, quanto ao Novo Testamento, inspirada por Deus, estabeleceu os 27 livros. Foi ela também quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos para facilitar a sua leitura.
9º - A Igreja Católica em os sete sinais da graça de Deus: os sacramentos. O Batismo (Mt 29,19), Crisma (Atos 8,18), Eucaristia (Mt 26,26-29), Matrimônio (19,3-9), Unção dos Enfermos (Tg 5,13-15), e a Ordem (instituído por Jesus durante a Última Ceia, quando disse aos seus apóstolos na Última Ceia: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).
10º - A Igreja Católica acredita que o batismo é necessário para receber a salvação (Mc 16,16), o perdão dos pecados, o Espírito Santo (Atos 2,38) e tornar-se membro da Igreja (Atos 2,41).
11º - A Igreja Católica continua a conceder o sacramento da Crisma do mesmo modo como no passado (Atos 8,18, isto é, pelos bispos, sucessores dos apóstolos.
12º - A Igreja Católica crê na presença real de Jesus na Eucaristia (Jo 6,51.53-56). Ela vive fielmente as palavras da Última Ceia: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós... Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19.20).
13º - A Igreja Católica mantém a prática de dar uma nova oportunidade de perdão dos pecados através dos sacramentos da penitência ou confissão, conforme a vontade de seu fundador (Jo 20,23).
14º - A Igreja Católica professa ser o matrimônio indissolúvel, conforme o ensino de Seu fundador (Mt 19,3-9). e ao mesmo tempo tem misericórdia e acolhe com amor aqueles(as) que passaram pela dura experiência da separação.
15º - A Igreja Católica continua o sacerdócio instituído por Jesus Cristo na Última Ceia (Lc 22,14-20), e continuado desde a Igreja primitiva (Atos 6,6; 14,22; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6) até os nossos dias.
16º - A Igreja Católica continua a prática da Unção dos Enfermos para pedir a cura para o espírito, alma e corpo, conforme o ensino bíblico (Mc 1,13; 1Cor 12,9; Tg 5,14-15) e a prática dos primeiros cristãos passada de geração em geração até aos nossos dias.
17º - A Igreja Católica venera a Virgem Maria conforme uma profecia bíblica (Lc 1,48) e a vontade do próprio Jesus (Jo 19,25-27).
18º - A Igreja Católica professa quatro verdades fundamentais sobre Maria: ela é a mãe de Deus (Lc 1,43); permaneceu virgem antes, durante e depois de dar a luz ao filho de Deus (Mt 1,16.18); em vista do seu divino Filho foi concebida sem pecado (Imaculada Conceição) (Lc 1,28); terminado o seu tempo na terra foi elevada ao céu em corpo e alma (Assunção) (Ap 12,1-14).
19º - A Igreja Católica aceita a autoridade dos Concílios Ecumênicos realizados desde o início do Cristianismo (Atos 15), e no decorrer dos séculos foram definindo a doutrina cristã.
20º - A Igreja Católica crê na doutrina bíblica do céu (1cor 2,9; Ap 21,3-4), inferno (Mc 9,43-44) e no valor da oração pelos mortos (2Mac 12,39-45; 1Cor 3,11-15; Tb 12,12; 1Cor 15,29; 2Tm 1,16-18).
21º - A Igreja Católica acredita na eficácia da intercessão da Virgem Maria e dos santos, conforme o testemunho apresentado pela própria Escritura (Gn 18,23-31; Ex 32,11-14; Rom 1,9; Tg 5,16), e o testemunho de cristãos que atribuem as graças alcançadas à intercessão dos santos e santas.
22º - A Igreja Católica crê na existência dos anjos, e também na eficácia do seu auxílio (Ex 23,20-23; Tb 3,25; Sl 90,11).
23º - A Igreja Católica acredita que cada pessoa tem um anjo da guarda (Sl 33,8; Mt 18,10; Atos 12,15; Hbr 1,14)
TESTEMUNHO DO EX-PASTOR SIDINEH ....
A aceitação de Maria como nossa mãe...
Emocionante como Deus age em nossas vidas.
Diante dessa situação, o que vou falar aqui é com muito amor e se muitos dos meus irmãos protestantes caluniam a igreja Católica é porque não tem conhecimento, continuam naquela leitura ao pé da letra. Diante dessa situação eu começo a anunciar “este sim de Maria” sofrendo as piores calúnias possíveis, onde fui muito humilhado. Se outrora cometi muitos erros falando mal da Igreja Católica, tirando muitos Católicos do Catolicismo para o protestantismo, posso dizer como disse o Apóstolo Paulo: “Fiz na minha ignorância” porque desde minha infância eu aprendi a fazer uma leitura fundamentalista da Bíblia, ou seja: uma leitura ao pé da letra.
Neste ensinamento eu fui crescendo e absorvendo uma aversão ao Catolicismo. Eu aprendi que a Igreja Católica era a grande Babilônia descrita no livro do Apocalipse capítulo 18, que o Papa era a Besta do Apocalipse detentor do nº 666. Eu tinha a missão de tirar os católicos dali porque via que eles estavam em um caminho errado. Desde o início de minha vida eu fui criado no protestantismo e minha formação foi muito rígida, minha mãe era presidente do círculo de oração, regente de Coral, professora da Escola Dominical, ela exigia muito de todos nós.
Chegou um dia que tornei-me Pastor Evangelista, depois passei a ser Pastor Titular e comecei a pregar em muitos lugares, sobretudo em rua, praças, feiras, dentro de boates, em delegacias, penitenciárias etc. Chegou o momento de ir no Estado do Amapá onde tive a oportunidade de publicar um livro chamado “A batalha de Davi e o gigante filisteu” Depois publiquei outro livro chamado “Do exílio ao poder”. A partir de então tornei-me muito conhecido, foi justamente a partir desse momento que comecei a entrar pelo Rádio, Televisão, ter uma certa influência.
Eu tinha um grande desejo de fazer um trabalho de recuperação de jovens delinqüentes na cidade de Causueine. Um dia ao chegar da Rádio Difusora de Macapá, por volta das 11:30, tinha um irmão me esperando e sabia do meu grande desejo de ir aquela cidade fazer o trabalho que mencionei. Ele me disse: “Amanhã estarei indo em um garimpo perto daquela cidade e se o senhor quiser ir, eu deixo lá. Quando eu retornar a noite, eu pego o senhor e trago de volta”. Eu disse: “Não vai dar por agora pois estou sem recursos e não tenho dinheiro para fazer isso agora”. E ele disse assim: “Mas Pastor, não é o senhor que diz que para se fazer a obra de Deus não precisa de dinheiro?” Diante daquilo eu nunca gostei de ser desafiado por nada, sobretudo para fazer alguma coisa para Deus e eu disse a ele: “Pode passar que nós vamos juntos”.
Naquele dia eu estava com R$14,00, pois tinha pago R$86,00 ao sonoplasta da Rádio Difusora. Como eu tinha que fazer um trabalho muito grande, parecia uma brincadeira ir aquela cidade apenas com R$14,00, que mesmo assim, ainda deixei com minha esposa. Chegamos as 9:30 da manhã e ele deixou-me em frente a cachoeira, próximo a entrada da cidade, para me pegar a noite.
Ao chegar, eu tinha uma idéia de ir a casa do pastos, dizer o meu projeto e com certeza eu teria cama, mesa e banho até o horário de voltar. E então eu poderia conhecer a cidade.
Esse foi o meu plano, mas não sabia que o plano de Deus era outro na minha vida. E isso eu vim ter certeza quando cheguei, depois de informar-me onde era o templo da Assembléia de Deus e a casa pastoral. Ao chegar lá e saber que o pastor tinha viajado com a esposa e com a filha para uma outra cidade, fiquei apavorado e decepcionado, pois não conhecia ninguém. Mesmo assim eu dei uma volta pela cidade de Causueine, conversei com várias pessoas, dizendo o que eu era e o que pretendia fazer naquela cidade. Por volta de 11: 30 da manhã eu já estava com muita fome, cansado, com sono e comecei a sair da cidade. Cerca de uns 200 metros, fui descansar em baixo de uma árvore, pois o carro só viria a noite e assim poderia descansar um pouco.
Naquele momento comecei a fazer um questionamento e pensei: “Meu Deus porque os seus filhos tem que sofrer tanto? A minha vida desde a infância foi nos teus caminhos, foi te servindo, foi te glorificando e vim aqui para fazer um trabalho justamente com crianças e jovens delinqüentes e eu estou aqui nesta situação com fome, sono, sem dinheiro, porquê? Porque seus filhos tem que sofrer tanto para fazer tua obra?”.
Neste momento, eu levanto a cabeça, numa distância de uns três metros estava uma mulher, morena, dos cabelos longos, com uma roupa branca que até hoje não sei dizer se era uma blusa ou saia ou um vestido. Ela disse assim: “Você está com fome?” Eu disse: “Sim, estou” Ela afirmou: “Você vai viajar”. Aproximou-se, colocou algo em minha mão direita, passou pelo meu lado esquerdo e não falou mais nada. Quando abri a mão, era simplesmente uma nota novinha de R$ 50 Reais. Ao ver aquilo eu caí de joelhos chorando. Não vi como esta mulher apareceu e desapareceu.
Enquanto eu estava de joelhos chorando, vai saindo um carro da cidade indo para Macapá. Era uma D20 de um senhor muito conhecido, o senhor Jacó. Quando ele me viu, parou o carro bruscamente e disse: “Pastor Sidney o que aconteceu?” Eu disse: “Nada” “Como não aconteceu nada? Disse ele, o senhor está chorando!”. Se for para Macapá eu lhe dou uma carona. Foi o 2º milagre que aconteceu. Contei o que havia acontecido e ele começou a chorar, ele é católico, então me disse: “Eu sei o que é isso, mas não adianta falar essas coisas para o senhor porque eu sei que não vai acreditar nisso”.
Cheguei oito horas da noite, contei tudo para minha esposa e logo depois fui para a Igreja. Contei tudo para o Pastor Moisés, Pastor Natanael, Pastor Sebastião. Nessa altura, eu não conseguia falar sem chorar. Eles concluíram: “Foi um Anjo, foi um Anjo”.
Passaram 02 anos e logo fui visitar meus familiares passando pela cidade de Santa Isabel no Pará, onde morava meu sogro. No dia 15 de Dezembro eu saí de manhã cedo para a oração no Templo Central e as 11:30 horas da manhã, eu parei debaixo de uma árvore, pois o sol estava muito quente, para descansar um pouco e chegar então de volta na casa de meu sogro.
Bem na entrada de Santa Isabel do Pará tem a imagem de Santa Isabel de Portugal que é a Padroeira da cidade. Sentei-me e coloquei a cabeça entre os dois joelhos. Quando levantei a cabeça e olhei para aquela imagem que estava em minha frente, algo diferente estava acontecendo ali. Pela frente da imagem tinha como que um manto amarelo, como se um fogo estivesse acesso. Aquele amarelo fogo sobre a coroa da imagem tinha uma bola vermelha, parecendo com o Sol. Entre a coroa e aquela bola vermelha, tinha a letra “A”, um traço e a letra “M”. Fiquei olhando aquilo num período de cinco minutos.
Exatamente nesta mesma hora, um cunhado meu estava passando por ali e oferece uma carona em sua bicicleta. Antes de eu ir a bicicleta, eu voltei o olhar para a imagem de Santa Isabel de Portugal, mas não tinha mais nada de diferente. Estava do mesmo jeito como estava anteriormente. Fiquei perturbado e confuso. Ao chegar na casa do meu sogro, contei tudo para minha esposa. Ela disse: “Você saiu em jejum de manhã cedo para orar, não foi?” Eu disse que sim! Ela então falou que o meu mal era fome. Disse que eu estava com fome e que tinha andado muito no sol quente e que isso fazia com que eu visse coisas.
Tomei banho, tomei café, almocei, dormi, a noite fomos a Igreja, voltamos, jantamos e dormimos. Nessa noite eu tive um sonho e neste sonho vi a mesma coisa que eu tinha visto meio dia naquela Imagem de Santa Isabel, do mesmo jeitinho eu estava debaixo daquela árvore.
Eu sempre digo que se meu cunhado não tivesse chegado naquele momento, não seria preciso o sonho, ele não tinha existido. Mas como eu fui interrompido, o sonho teve que existir porque era um complemento daquilo que tinha acontecido no dia anterior. A mesma coisa, aquela bola vermelha. A letra “A” e a letra “M” e que como flutuando ao lado da imagem, a mulher que a dois anos atrás tinha me dado a nota de 50 Reais. E em sonho ela me deu uma mensagem dizendo: “Eu te escolhi, não temas”. Tu converterás multidões antes do grande acontecimento, encontrarás um que tudo te explicarás. Muitas lutas enfrentarás mas terá a vitória e o que tu queres não te preocupes, tudo será resolvido.
Acordei, olhei no relógio, eram 03 horas da madrugada. Chamei minha esposa, a qual acordou espantada e eu disse a ela: “Aquilo que aconteceu ontem, você disse que era fome, mas agora eu já almocei, já dormi, já jantei e aconteceu tudo isso”.
A partir desse momento eu não dormi mais. Peguei a minha Bíblia, li alguma coisa, dobrei os joelhos e fiquei orando até as seis da manhã, pedindo discernimento, pedindo que Deus me iluminasse para saber o que era aquilo. Foi exatamente que as 6 horas da manhã, quando levantei e estava convicto de procurar um Padre, porque somente um Padre poderia me explicar o que estava acontecendo. Dias posteriores encontrei com o Padre Cláudio de Souza Barradas que me explicou muitas coisas.
No dia 17 de Dezembro de 1998, as 10 horas da manhã, dois Pastores chegaram na residência de meu sogro para conduzirem-me até São Luís do Maranhão. As 4 horas da tarde nós estávamos na cidade de Paruá já no Estado do Maranhão. Combinamos de visitar o Pastor daquela cidade. Logo que chegamos o Pastor quando viu-me disse: “Pastor Sidney, Deus mandou o senhor aqui e agora, porque estamos iniciando um trabalho hoje e o Pastor que viria fazer a pregação terminou de ligar dizendo que não poderia vir e foi Deus que lhe mandou aqui”. Eu disse: “ Não Pastor, não tem como eu ficar, nós estamos de viagem e precisamos chegar rápido a São Luís, porque amanhã tem pregação a fazer lá”. Ele disse: “ O senhor pode sair daqui cedo até as 10 horas da manhã e cedo vai chegar a São Luís, não é preciso, o senhor vai pregar aqui. Combinamos e ficamos na cidade de Paruá. Nesta noite eu fiz a pregação e foi a última vez que tirei Católicos do Catolicismo para o Protestantismo.
Na manhã seguinte, nós estávamos a mesa para tomar café, quando alguém bateu a porta. O Pastor foi atender, era um rapaz com o seguinte recado: “Pastor é para o senhor ir na casa do titio que teve um problema sério lá”. O Pastor disse assim: “Eu não posso ir porque tenho visitas”. Diante disso eu disse: “Pastor, se o senhor permitir, eu irei com o rapaz”. Ele disse: “O senhor é que sabe, contanto que o senhor esteja aqui antes de 10 horas para a viagem”. Peguei a Bíblia e acompanhei aquele rapaz. Quando chegamos ele bateu na porta e seu tio veio atender. O rapaz disse: “O Pastor que veio foi este, o outro não pode vir”. Eu entrei na casa e aquele senhor já foi logo trazendo a sua esposa. Ela estava com o corpo cheio de hematomas, inclusive o olho dela estava quase saindo do corpo. Ele disse assim: “Mandei chamar o Pastor para fazer uma oração de separação. O que o senhor está vendo aí foi muita pancada que eu dei nela, nós já havíamos discutido muito, mas nunca tinha ocorrido isso, mas hoje diante do que aconteceu eu tenho a plena convicção de que se continuarmos juntos eu irei matá-la. E para que isso não aconteça eu quero que o senhor dê uma bênção de separação, para ir abençoada para um lado e eu para outro.
Comecei a falar para eles sobre o perdão, sobre a misericórdia, a tolerância, o amor, mas no meio das minhas palavras, aquele homem interrompeu-me e disse: “Pastor, pare de falar, nós já decidimos que vamos nos separar, só queremos a sua bênção e uma oração”. Eu peguei a mão dele de um lado e a dela de outro e comecei a fazer uma oração. Em meio aquela oração eu senti que alguma coisa tinha caído sobre as minhas mãos. Ao abrir os olhos eles estavam chorando e eu prossegui aquela oração. No final daquela oração eles se abraçaram chorando e disseram que não iriam mais se separar, que eu tinha sido um Anjo de Deus enviado aquela casa para uni-los novamente. Aquele conflito tinha servido de alicerce para uma nova construção matrimonial.
Aquele foi o momento muito forte, de grande emoção, as lágrimas caíram dos nossos olhos, nós vimos porém uma manifestação da presença de Deus. Porém, assim que terminou aquela oração, aquele homem começou a olhar atônito para os quatro cantos da sala. Ele olhou no corredor para os fundos de sua casa, ele foi até a janela, olhou para o lado direito, para o lado esquerdo, olhou para frente e quando eu vi aquela ociosidade, eu fiquei comigo dizendo: “Será que este homem está vendo algum demônio, um espírito mal?”. Então o interroguei: “Irmão o que está acontecendo?”. Ele disse: “Não Pastor, eu quero saber da mulher que estava aqui e agora não está mais”. Eu disse: “Meu irmão, a única mulher que tem aqui é só a tua que está aí”. Ele disse: “Não Pastor, tinha uma mulher”. De repente eu lembrei-me do sonho e perguntei: “Como é esta mulher?” . Ele disse: “É uma mulher alta dos cabelos longos com uma roupa branca”. Aí foi quando pela primeira vez aquilo saiu de dentro de mim, dizendo: “Há meu irmão, eu já sei quem é esta mulher, esta mulher é Maria, é Nossa Senhora, que anda comigo para todo lugar que vou, mas ela é desse jeito. Ela aparece, resolve o problema, vai embora e me deixa sozinho”. Ele disse: “Isso é verdade Pastor?” Respondi então! ora você não viu a mulher?
Neste dia eu vi um milagre porque eles estavam para separar e de repente uniram-se novamente e estão juntos até hoje, porque em viagens que sempre fiz, eu os visitei. Pela característica que ele deu foi a mesma mulher que tinha dado a mensagem no meu sonho e a mesma que me deu a nota de 50 Reais.
Eu saí de imediato para a casa Pastoral. Ao chegar lá com os olhos um pouco avermelhados, que eu tinha também chorado lá, comecei a contar o que tinha acontecido e comecei a falar que aquilo não era Anjo como tenho dito e sim Nossa Senhora, a Maria dos Católicos. O Pastor disse assim: “A melhor coisa que fazemos é não levar mais o Pastor Sidney a São Luís, porque quando chegar lá no Estádio, no meio de tanta gente, a primeira coisa que ele vai fazer é dizer que a Maria dos Católicos apareceu para ele e vai acabar com todo nosso trabalho”. E eu iria contar mesmo! Porque o número 3 na Bíblia é um número muito forte, é uma confirmação e Nossa Senhora tinha aparecido 3 vezes até aquele momento.
Eles começaram a tratar-me com indiferença, conversavam somente entre eles, me deixando de lado. Eu disse: “A partir de agora eu não os acompanho mais. Vão a São Luís, peçam desculpas aquele povo que me esperam para a pregação” Disse Mais: “Eu estou contando para vocês, algo que aconteceu ali na casa do irmão, que ele viu e isso era para ter acontecido com o senhor, Pastor, mas o senhor deu prioridade para mim, o senhor deixou sua ovelha sofrendo, chorando, eu fui atendê-lo e aconteceu o que aconteceu. Aqui terminou a minha viagem com vocês”.
Relatei tudo ao Padre Cláudio de Santa Isabel que atendeu-me muito bem dizendo: “Não quero precipitar em nada, amanhã eu irei a Belém e se o senhor quiser, irei leva-lo aos nossos Bispos”. Chegando lá contei tudo novamente aos Bispos a minha história e ao final eles chegaram a uma conclusão e disseram o seguinte: “Pode ter sido uma aparição de Nossa Senhora”. Dom Vicente colocou a mão no meu ombro e disse assim: “Pelos frutos conheceremos a árvore”.
Ninguém convidou-me a passar para a Igreja Católica, eu continuei sendo Pastor. Até esse momento eu tinha muitas dúvidas sobre o Catolicismo, mas um dia tive a oportunidade de tirar essas dúvidas com o Padre Cláudio. Fui fazendo muitas perguntas e ele foi respondendo tudo. Começou a dizer quem era Maria para a Igreja Católica, o que eram as imagens, o que era adoração, veneração etc. Quando ele terminou de dar todas aquelas explicações, eu já não tinha mais nenhuma pergunta. Eu disse a ele: “Puxa Padre, eu termino de saber que nem mesmo a Bíblia eu sabia ler, porque eu entendia ao pé da letra e via totalmente o contrário”. Na humildade daquele diálogo eu fui compreender o quanto eu estava errado, o quanto eu condenava, julgava e massacrava os Católicos.
Hoje eu vejo que as imagens são referencias para nós Cristãos. Elas são indicadoras, são sinalizações, são setas ao longo de uma estrada. A placa não é para onde o condutor vai, mas está indicando o lugar para onde ele tem que ir. Hoje a Igreja venera estes Santos, segue o testemunho de vida e fé. Testemunhos que foram selados com o próprio sangue, com a própria vida.
Continuei sendo Pastor e ao chegar no Estado do Amapá e em todos os lugares que eu ia pregar, eu comecei a ensinar o “Sim de Maria”, pois não saía mais das minhas mensagens a figura de Maria, eu estava convicto do que ela era. Comecei a ver os Católicos de outra forma e lia muitos livros sobre Maria, o que era o Catolicismo e muitas outras coisas. Foi a partir daí, quando eu estava pregando esta nova mensagem, a Convenção do Ministério que eu pertencia, chamou-me para que eu fizesse uma retratação e deixasse de pregar a doutrina dos Católicos, pois senão seria afastado das funções pastorais.
Naquele momento quando deram-me a palavra, levantei e disse: Hoje estou sendo interrogado, porque estou pregando sobre o “Sim de Maria” porém quero fazer uma colocação. “Porque nós ensinamos sobre todos os homens e mulheres que a Bíblia fala, pregamos sobre Moisés, sobre Noé, Adão, Davi, Salomão, Pedro e dezenas e dezenas de outros que foram grandes homens de Deus, mas foram grandes pecadores. Muitos cometeram pecados de adultério, tiraram a vida de outros, alguns traíram o próprio Cristo e mesmo assim com os seus testemunhos de vida, nós levamos muitas pessoas a Jesus e muitas, a se converterem. Procuramos seguir o exemplo deles, porém, eles tiveram grandes falhas, grandes momentos negros”.
Eu quero dizer a vocês que estou disposto a deixar de ensinar sobre Maria com uma condição apenas. Peguei a Bíblia e ergui diante de todos eles. “Se algum dos Pastores aqui presentes me provar dentro da Bíblia um só pecado que Maria cometeu, eu não deixo apenas de falar sobre ela, mas deixo também de falar sobre qualquer outro assunto”. Neste momento fez-se um silêncio, ninguém falava. Foi quando o Pastor Édio interrompeu aquele silêncio e disse: “Pastor Sidney, o senhor sabe que nós não temos como provar isso dentro da Bíblia, mas o senhor sabe que isso é doutrina dos Católicos. Ou o senhor se retrata ou o senhor será disciplinado hoje”. Foi quando eu disse: “Se eu tenho que tomar uma decisão entre continuar ser Pastor e falar o “Sim de Maria”, pois eu deixo de ser Pastor hoje e vou continuar pregando o “Sim de Maria” que ela deu ao nosso Deus”.
A partir daí eu saí pelo corredor central, alguns ainda diziam que eu estava possuído por alguma força estranha e com isso começaram algumas perseguições. Os momentos negros vieram, começaram as calúnias, passei as piores coisas, fui agredido, apanhei na rua. O Padre da cidade me disse: “Pastor, vai embora daqui, se não alguém vai matá-lo”. Neste momento, eu fui embora para o Estado do Pará, sem ter onde morar, perdi tudo o que tinha, toda aquela projeção.
Cheguei na casa de minha mãe com minha esposa e dois filhos. Ela me disse: “Aceito você na minha casa de qualquer jeito, menos sendo Católico, porque não foi isso que lhe ensinei, a porta da rua é a serventia da casa”. De lá mesmo eu saí sem até a benção de minha mãe. Minha esposa disse assim: “ Vamos a Santa Isabel do Pará”. Como eu tinha um cunhado que era Pastor e morava lá, eu pensei: “Minha esposa vai pedir um lugar para ficarmos alguns dias”. Ao chegar na cidade de Santa Isabel, duas horas depois desse acontecimento com minha mãe, minha esposa pediu para que eu abençoasse Jônatas e Natanael, nossos filhos, mandou que eles entrassem e na frente da casa do meu cunhado, ela disse assim: “Quando nós cometemos qualquer erro, todas as pessoas ficam contra nós, mas tem uma pessoa que nunca fica contra o filho, que é a mãe. A mãe sempre vai estar ao lado, mas você está tão amaldiçoado que nem a tua mãe ficou a seu lado e eu também não vou ficar. Aqui terminou o nosso casamento, vai embora. Viva sua vida que eu vou ver o que faço para criar nossos filhos”. Eu saí de lá chorando. Foi o fundo do poço, foi um momento muito triste, muito crucial na minha vida. Foi nesta hora que comecei a sentir o que era o amargor da vida, o que era estar sofrendo por ser Católico.
Enquanto eu viajava de Santa Isabel do Pará a Belém, no Santuário de Fátima tinha uma senhora que estava rezando o terço, coisa costumeira que ele fazia no Santuário. Enquanto ela estava rezando, escutou uma voz que dizia: “Vai a rodoviária agora porque tem um filho meu precisando de muita ajuda” E ela foi a rodoviária. Foi neste exato momento que fui desembarcando do ônibus. Naquela hora aquela mulher estava uns 5 metros na minha frente e olhava para mim e logo aproximou-se e disse: “Meu filho, eu não sei o que está acontecendo com você, mas eu quero te dizer que Maria, que é minha mãe e sua também pediu que eu viesse aqui e era para lhe ajudar no que fosse preciso.” Ela perguntou: “O que você mais está precisando?” Eu disse para ela: “Eu não tenho onde morar, eu terminei de ser expulso da minha casa por minha mãe, minha esposa terminou de separar de mim e não tenho para onde ir”. Ela me abraçou e disse: “Meu filho, vamos para minha casa, porque você vai ficar lá, não se preocupe que tudo será resolvido”. Fui com aquela senhora e fiquei na casa dela. Depois consegui um outro lugar para ficar. Foi um outro momento muito negro da minha vida. Foi quando eu comecei a passar muita fome, não tinha roupa, creme dental, sabonete, não tinha nada.
Mas eu louvo a Deus porque neste momento, de tanta desilusão, eu sentia que a graça de Deus envolvia minha vida. Eu sentia que o amor de Maria dominava-me e era um amor muito forte, algo muito grande para fazer com que eu não desistisse, até porque a minha própria família começou neste momento, a trazer várias propostas mandando pastores até minha pessoa para eu parar neste caminho, para voltar, pois tinha Rádio, tinha Televisão, poderiam me dar uma Igreja e fazer um grande trabalho, pois eu tinha muito talento. Eu não aceitei nada disso e passei muito tempo rezando, questionando, mas em todos esses momentos Deus me concedeu a graça de manter-me de pé.
Depois de um ano e meio que minha esposa me deixou, eu fui convidado para pregar em uma paróquia. Nesse período, apesar de minha mãe estar com raiva de mim e minha esposa ter me abandonado, eu sempre pedia a Nossa Senhora: “Se realmente tu existe, se realmente foi tu que entrastes em minha vida, faça com que minha esposa volte para mim”.
Nesta noite quando o Padre deu-me o microfone, uma Ministra da Eucaristia subiu ao Altar e disse assim: “Pastor, tem uma mulher lá fora querendo falar com o senhor. Ela disse que é sua esposa e está chorando muito”. Larguei o microfone e fui lá fora. Quando cheguei vi que era ela e estava desesperada. Perguntei: “O que aconteceu? Teve algum problema por lá?” Ela disse: “Não, eu vim aqui para te pedir perdão e dizer que quero ser Católica junta com você”. A partir desse momento, choramos muito e agente se abraçou entrando dentro da Igreja que tinha umas 2 mil pessoas. E nesta noite que eu ia dar o meu testemunho, Deus deu-me uma unção para pregar sobre a família e aquele recinto foi tomado por uma unção do Espírito Santo muito forte. Eram muitos maridos pedindo perdão para esposas, esposas para maridos, filhos para pais e Deus tomou conta daquele lugar.
A partir desse momento, eu começo viver uma outra situação. Minha mãe pediu que eu fosse falar com ela. Eu fui um pouco retraído sem saber o que ela queria falar comigo. Quando eu fui chegando na casa de mamãe, a garagem estava aberta. Quando eu fui chegando ela vinha saindo e esse foi um dos momentos muito forte de minha vida, porque naquele mesmo lugar, onde mamãe disse que a porta da rua era a serventia da casa, quando ela me avistou entrando, ela abriu os braços chorando e disse, meu filho, me perdoa, eu te amo, eu não quero que nenhuma indiferença religiosa exista entre nós, eu te amo... eu te amo...eu te amo. Se você quiser ser Católico, se você quiser pregar na Igreja Católica, pode continuar pregando e eu quero que você saiba que sua mamãe vai estar sempre orando por você para que Deus te use sempre e sempre.
Isso foi muito forte. É assim que Deus faz, é assim que Deus trabalha. Hoje ainda temos muitos problemas, muitas dificuldades. O que aquela mulher disse-me no sonho, que eu enfrentaria muitos problemas, isso tem se cumprido a risca. Sei que as dificuldades foram grandes e sei que muitas talvez maiores virão, mas eu tenho a plena convicção que a mesma graça que Deus e Maria concedeu-me até hoje para vencer todas as dificuldades, essa mesma graça estará na minha vida envolvendo-me para que eu super quantas possam surgir como disse o Apóstolo Paulo: “Eu estou indo para outros lugares, eu não sei o que lá me espera, a não ser tribulações e tribulações, mas sei que Deus conceder-me-á a graça para vencer a todas elas”.
Emocionante como Deus age em nossas vidas.
Testemunho:
Não estou aqui para falar mal de uma denominação que outrora pertenci. Quero dizer a todos os meu irmãos protestantes, não apenas os da Assembléia de Deus, mas da Batista, da Quadrangular, Adventista, da Presbiteriana, Luterana, de todas, que os amo. Tenho motivos de sobra para amá-los, pois tenho três tios pastores, três cunhados pastores, dois primos pastores, um irmão pastor e minha mãe que é a diretora no instituto Teológico lá na minha cidade. Eu tenho motivos de sobra para amá-los de verdade.
Diante dessa situação, o que vou falar aqui é com muito amor e se muitos dos meus irmãos protestantes caluniam a igreja Católica é porque não tem conhecimento, continuam naquela leitura ao pé da letra. Diante dessa situação eu começo a anunciar “este sim de Maria” sofrendo as piores calúnias possíveis, onde fui muito humilhado. Se outrora cometi muitos erros falando mal da Igreja Católica, tirando muitos Católicos do Catolicismo para o protestantismo, posso dizer como disse o Apóstolo Paulo: “Fiz na minha ignorância” porque desde minha infância eu aprendi a fazer uma leitura fundamentalista da Bíblia, ou seja: uma leitura ao pé da letra.
Neste ensinamento eu fui crescendo e absorvendo uma aversão ao Catolicismo. Eu aprendi que a Igreja Católica era a grande Babilônia descrita no livro do Apocalipse capítulo 18, que o Papa era a Besta do Apocalipse detentor do nº 666. Eu tinha a missão de tirar os católicos dali porque via que eles estavam em um caminho errado. Desde o início de minha vida eu fui criado no protestantismo e minha formação foi muito rígida, minha mãe era presidente do círculo de oração, regente de Coral, professora da Escola Dominical, ela exigia muito de todos nós.
Chegou um dia que tornei-me Pastor Evangelista, depois passei a ser Pastor Titular e comecei a pregar em muitos lugares, sobretudo em rua, praças, feiras, dentro de boates, em delegacias, penitenciárias etc. Chegou o momento de ir no Estado do Amapá onde tive a oportunidade de publicar um livro chamado “A batalha de Davi e o gigante filisteu” Depois publiquei outro livro chamado “Do exílio ao poder”. A partir de então tornei-me muito conhecido, foi justamente a partir desse momento que comecei a entrar pelo Rádio, Televisão, ter uma certa influência.
Eu tinha um grande desejo de fazer um trabalho de recuperação de jovens delinqüentes na cidade de Causueine. Um dia ao chegar da Rádio Difusora de Macapá, por volta das 11:30, tinha um irmão me esperando e sabia do meu grande desejo de ir aquela cidade fazer o trabalho que mencionei. Ele me disse: “Amanhã estarei indo em um garimpo perto daquela cidade e se o senhor quiser ir, eu deixo lá. Quando eu retornar a noite, eu pego o senhor e trago de volta”. Eu disse: “Não vai dar por agora pois estou sem recursos e não tenho dinheiro para fazer isso agora”. E ele disse assim: “Mas Pastor, não é o senhor que diz que para se fazer a obra de Deus não precisa de dinheiro?” Diante daquilo eu nunca gostei de ser desafiado por nada, sobretudo para fazer alguma coisa para Deus e eu disse a ele: “Pode passar que nós vamos juntos”.
Naquele dia eu estava com R$14,00, pois tinha pago R$86,00 ao sonoplasta da Rádio Difusora. Como eu tinha que fazer um trabalho muito grande, parecia uma brincadeira ir aquela cidade apenas com R$14,00, que mesmo assim, ainda deixei com minha esposa. Chegamos as 9:30 da manhã e ele deixou-me em frente a cachoeira, próximo a entrada da cidade, para me pegar a noite.
Ao chegar, eu tinha uma idéia de ir a casa do pastos, dizer o meu projeto e com certeza eu teria cama, mesa e banho até o horário de voltar. E então eu poderia conhecer a cidade.
Esse foi o meu plano, mas não sabia que o plano de Deus era outro na minha vida. E isso eu vim ter certeza quando cheguei, depois de informar-me onde era o templo da Assembléia de Deus e a casa pastoral. Ao chegar lá e saber que o pastor tinha viajado com a esposa e com a filha para uma outra cidade, fiquei apavorado e decepcionado, pois não conhecia ninguém. Mesmo assim eu dei uma volta pela cidade de Causueine, conversei com várias pessoas, dizendo o que eu era e o que pretendia fazer naquela cidade. Por volta de 11: 30 da manhã eu já estava com muita fome, cansado, com sono e comecei a sair da cidade. Cerca de uns 200 metros, fui descansar em baixo de uma árvore, pois o carro só viria a noite e assim poderia descansar um pouco.
Naquele momento comecei a fazer um questionamento e pensei: “Meu Deus porque os seus filhos tem que sofrer tanto? A minha vida desde a infância foi nos teus caminhos, foi te servindo, foi te glorificando e vim aqui para fazer um trabalho justamente com crianças e jovens delinqüentes e eu estou aqui nesta situação com fome, sono, sem dinheiro, porquê? Porque seus filhos tem que sofrer tanto para fazer tua obra?”.
Neste momento, eu levanto a cabeça, numa distância de uns três metros estava uma mulher, morena, dos cabelos longos, com uma roupa branca que até hoje não sei dizer se era uma blusa ou saia ou um vestido. Ela disse assim: “Você está com fome?” Eu disse: “Sim, estou” Ela afirmou: “Você vai viajar”. Aproximou-se, colocou algo em minha mão direita, passou pelo meu lado esquerdo e não falou mais nada. Quando abri a mão, era simplesmente uma nota novinha de R$ 50 Reais. Ao ver aquilo eu caí de joelhos chorando. Não vi como esta mulher apareceu e desapareceu.
Enquanto eu estava de joelhos chorando, vai saindo um carro da cidade indo para Macapá. Era uma D20 de um senhor muito conhecido, o senhor Jacó. Quando ele me viu, parou o carro bruscamente e disse: “Pastor Sidney o que aconteceu?” Eu disse: “Nada” “Como não aconteceu nada? Disse ele, o senhor está chorando!”. Se for para Macapá eu lhe dou uma carona. Foi o 2º milagre que aconteceu. Contei o que havia acontecido e ele começou a chorar, ele é católico, então me disse: “Eu sei o que é isso, mas não adianta falar essas coisas para o senhor porque eu sei que não vai acreditar nisso”.
Cheguei oito horas da noite, contei tudo para minha esposa e logo depois fui para a Igreja. Contei tudo para o Pastor Moisés, Pastor Natanael, Pastor Sebastião. Nessa altura, eu não conseguia falar sem chorar. Eles concluíram: “Foi um Anjo, foi um Anjo”.
Passaram 02 anos e logo fui visitar meus familiares passando pela cidade de Santa Isabel no Pará, onde morava meu sogro. No dia 15 de Dezembro eu saí de manhã cedo para a oração no Templo Central e as 11:30 horas da manhã, eu parei debaixo de uma árvore, pois o sol estava muito quente, para descansar um pouco e chegar então de volta na casa de meu sogro.
Bem na entrada de Santa Isabel do Pará tem a imagem de Santa Isabel de Portugal que é a Padroeira da cidade. Sentei-me e coloquei a cabeça entre os dois joelhos. Quando levantei a cabeça e olhei para aquela imagem que estava em minha frente, algo diferente estava acontecendo ali. Pela frente da imagem tinha como que um manto amarelo, como se um fogo estivesse acesso. Aquele amarelo fogo sobre a coroa da imagem tinha uma bola vermelha, parecendo com o Sol. Entre a coroa e aquela bola vermelha, tinha a letra “A”, um traço e a letra “M”. Fiquei olhando aquilo num período de cinco minutos.
Exatamente nesta mesma hora, um cunhado meu estava passando por ali e oferece uma carona em sua bicicleta. Antes de eu ir a bicicleta, eu voltei o olhar para a imagem de Santa Isabel de Portugal, mas não tinha mais nada de diferente. Estava do mesmo jeito como estava anteriormente. Fiquei perturbado e confuso. Ao chegar na casa do meu sogro, contei tudo para minha esposa. Ela disse: “Você saiu em jejum de manhã cedo para orar, não foi?” Eu disse que sim! Ela então falou que o meu mal era fome. Disse que eu estava com fome e que tinha andado muito no sol quente e que isso fazia com que eu visse coisas.
Tomei banho, tomei café, almocei, dormi, a noite fomos a Igreja, voltamos, jantamos e dormimos. Nessa noite eu tive um sonho e neste sonho vi a mesma coisa que eu tinha visto meio dia naquela Imagem de Santa Isabel, do mesmo jeitinho eu estava debaixo daquela árvore.
Eu sempre digo que se meu cunhado não tivesse chegado naquele momento, não seria preciso o sonho, ele não tinha existido. Mas como eu fui interrompido, o sonho teve que existir porque era um complemento daquilo que tinha acontecido no dia anterior. A mesma coisa, aquela bola vermelha. A letra “A” e a letra “M” e que como flutuando ao lado da imagem, a mulher que a dois anos atrás tinha me dado a nota de 50 Reais. E em sonho ela me deu uma mensagem dizendo: “Eu te escolhi, não temas”. Tu converterás multidões antes do grande acontecimento, encontrarás um que tudo te explicarás. Muitas lutas enfrentarás mas terá a vitória e o que tu queres não te preocupes, tudo será resolvido.
Acordei, olhei no relógio, eram 03 horas da madrugada. Chamei minha esposa, a qual acordou espantada e eu disse a ela: “Aquilo que aconteceu ontem, você disse que era fome, mas agora eu já almocei, já dormi, já jantei e aconteceu tudo isso”.
A partir desse momento eu não dormi mais. Peguei a minha Bíblia, li alguma coisa, dobrei os joelhos e fiquei orando até as seis da manhã, pedindo discernimento, pedindo que Deus me iluminasse para saber o que era aquilo. Foi exatamente que as 6 horas da manhã, quando levantei e estava convicto de procurar um Padre, porque somente um Padre poderia me explicar o que estava acontecendo. Dias posteriores encontrei com o Padre Cláudio de Souza Barradas que me explicou muitas coisas.
No dia 17 de Dezembro de 1998, as 10 horas da manhã, dois Pastores chegaram na residência de meu sogro para conduzirem-me até São Luís do Maranhão. As 4 horas da tarde nós estávamos na cidade de Paruá já no Estado do Maranhão. Combinamos de visitar o Pastor daquela cidade. Logo que chegamos o Pastor quando viu-me disse: “Pastor Sidney, Deus mandou o senhor aqui e agora, porque estamos iniciando um trabalho hoje e o Pastor que viria fazer a pregação terminou de ligar dizendo que não poderia vir e foi Deus que lhe mandou aqui”. Eu disse: “ Não Pastor, não tem como eu ficar, nós estamos de viagem e precisamos chegar rápido a São Luís, porque amanhã tem pregação a fazer lá”. Ele disse: “ O senhor pode sair daqui cedo até as 10 horas da manhã e cedo vai chegar a São Luís, não é preciso, o senhor vai pregar aqui. Combinamos e ficamos na cidade de Paruá. Nesta noite eu fiz a pregação e foi a última vez que tirei Católicos do Catolicismo para o Protestantismo.
Na manhã seguinte, nós estávamos a mesa para tomar café, quando alguém bateu a porta. O Pastor foi atender, era um rapaz com o seguinte recado: “Pastor é para o senhor ir na casa do titio que teve um problema sério lá”. O Pastor disse assim: “Eu não posso ir porque tenho visitas”. Diante disso eu disse: “Pastor, se o senhor permitir, eu irei com o rapaz”. Ele disse: “O senhor é que sabe, contanto que o senhor esteja aqui antes de 10 horas para a viagem”. Peguei a Bíblia e acompanhei aquele rapaz. Quando chegamos ele bateu na porta e seu tio veio atender. O rapaz disse: “O Pastor que veio foi este, o outro não pode vir”. Eu entrei na casa e aquele senhor já foi logo trazendo a sua esposa. Ela estava com o corpo cheio de hematomas, inclusive o olho dela estava quase saindo do corpo. Ele disse assim: “Mandei chamar o Pastor para fazer uma oração de separação. O que o senhor está vendo aí foi muita pancada que eu dei nela, nós já havíamos discutido muito, mas nunca tinha ocorrido isso, mas hoje diante do que aconteceu eu tenho a plena convicção de que se continuarmos juntos eu irei matá-la. E para que isso não aconteça eu quero que o senhor dê uma bênção de separação, para ir abençoada para um lado e eu para outro.
Comecei a falar para eles sobre o perdão, sobre a misericórdia, a tolerância, o amor, mas no meio das minhas palavras, aquele homem interrompeu-me e disse: “Pastor, pare de falar, nós já decidimos que vamos nos separar, só queremos a sua bênção e uma oração”. Eu peguei a mão dele de um lado e a dela de outro e comecei a fazer uma oração. Em meio aquela oração eu senti que alguma coisa tinha caído sobre as minhas mãos. Ao abrir os olhos eles estavam chorando e eu prossegui aquela oração. No final daquela oração eles se abraçaram chorando e disseram que não iriam mais se separar, que eu tinha sido um Anjo de Deus enviado aquela casa para uni-los novamente. Aquele conflito tinha servido de alicerce para uma nova construção matrimonial.
Aquele foi o momento muito forte, de grande emoção, as lágrimas caíram dos nossos olhos, nós vimos porém uma manifestação da presença de Deus. Porém, assim que terminou aquela oração, aquele homem começou a olhar atônito para os quatro cantos da sala. Ele olhou no corredor para os fundos de sua casa, ele foi até a janela, olhou para o lado direito, para o lado esquerdo, olhou para frente e quando eu vi aquela ociosidade, eu fiquei comigo dizendo: “Será que este homem está vendo algum demônio, um espírito mal?”. Então o interroguei: “Irmão o que está acontecendo?”. Ele disse: “Não Pastor, eu quero saber da mulher que estava aqui e agora não está mais”. Eu disse: “Meu irmão, a única mulher que tem aqui é só a tua que está aí”. Ele disse: “Não Pastor, tinha uma mulher”. De repente eu lembrei-me do sonho e perguntei: “Como é esta mulher?” . Ele disse: “É uma mulher alta dos cabelos longos com uma roupa branca”. Aí foi quando pela primeira vez aquilo saiu de dentro de mim, dizendo: “Há meu irmão, eu já sei quem é esta mulher, esta mulher é Maria, é Nossa Senhora, que anda comigo para todo lugar que vou, mas ela é desse jeito. Ela aparece, resolve o problema, vai embora e me deixa sozinho”. Ele disse: “Isso é verdade Pastor?” Respondi então! ora você não viu a mulher?
Neste dia eu vi um milagre porque eles estavam para separar e de repente uniram-se novamente e estão juntos até hoje, porque em viagens que sempre fiz, eu os visitei. Pela característica que ele deu foi a mesma mulher que tinha dado a mensagem no meu sonho e a mesma que me deu a nota de 50 Reais.
Eu saí de imediato para a casa Pastoral. Ao chegar lá com os olhos um pouco avermelhados, que eu tinha também chorado lá, comecei a contar o que tinha acontecido e comecei a falar que aquilo não era Anjo como tenho dito e sim Nossa Senhora, a Maria dos Católicos. O Pastor disse assim: “A melhor coisa que fazemos é não levar mais o Pastor Sidney a São Luís, porque quando chegar lá no Estádio, no meio de tanta gente, a primeira coisa que ele vai fazer é dizer que a Maria dos Católicos apareceu para ele e vai acabar com todo nosso trabalho”. E eu iria contar mesmo! Porque o número 3 na Bíblia é um número muito forte, é uma confirmação e Nossa Senhora tinha aparecido 3 vezes até aquele momento.
Eles começaram a tratar-me com indiferença, conversavam somente entre eles, me deixando de lado. Eu disse: “A partir de agora eu não os acompanho mais. Vão a São Luís, peçam desculpas aquele povo que me esperam para a pregação” Disse Mais: “Eu estou contando para vocês, algo que aconteceu ali na casa do irmão, que ele viu e isso era para ter acontecido com o senhor, Pastor, mas o senhor deu prioridade para mim, o senhor deixou sua ovelha sofrendo, chorando, eu fui atendê-lo e aconteceu o que aconteceu. Aqui terminou a minha viagem com vocês”.
Relatei tudo ao Padre Cláudio de Santa Isabel que atendeu-me muito bem dizendo: “Não quero precipitar em nada, amanhã eu irei a Belém e se o senhor quiser, irei leva-lo aos nossos Bispos”. Chegando lá contei tudo novamente aos Bispos a minha história e ao final eles chegaram a uma conclusão e disseram o seguinte: “Pode ter sido uma aparição de Nossa Senhora”. Dom Vicente colocou a mão no meu ombro e disse assim: “Pelos frutos conheceremos a árvore”.
Ninguém convidou-me a passar para a Igreja Católica, eu continuei sendo Pastor. Até esse momento eu tinha muitas dúvidas sobre o Catolicismo, mas um dia tive a oportunidade de tirar essas dúvidas com o Padre Cláudio. Fui fazendo muitas perguntas e ele foi respondendo tudo. Começou a dizer quem era Maria para a Igreja Católica, o que eram as imagens, o que era adoração, veneração etc. Quando ele terminou de dar todas aquelas explicações, eu já não tinha mais nenhuma pergunta. Eu disse a ele: “Puxa Padre, eu termino de saber que nem mesmo a Bíblia eu sabia ler, porque eu entendia ao pé da letra e via totalmente o contrário”. Na humildade daquele diálogo eu fui compreender o quanto eu estava errado, o quanto eu condenava, julgava e massacrava os Católicos.
Hoje eu vejo que as imagens são referencias para nós Cristãos. Elas são indicadoras, são sinalizações, são setas ao longo de uma estrada. A placa não é para onde o condutor vai, mas está indicando o lugar para onde ele tem que ir. Hoje a Igreja venera estes Santos, segue o testemunho de vida e fé. Testemunhos que foram selados com o próprio sangue, com a própria vida.
Continuei sendo Pastor e ao chegar no Estado do Amapá e em todos os lugares que eu ia pregar, eu comecei a ensinar o “Sim de Maria”, pois não saía mais das minhas mensagens a figura de Maria, eu estava convicto do que ela era. Comecei a ver os Católicos de outra forma e lia muitos livros sobre Maria, o que era o Catolicismo e muitas outras coisas. Foi a partir daí, quando eu estava pregando esta nova mensagem, a Convenção do Ministério que eu pertencia, chamou-me para que eu fizesse uma retratação e deixasse de pregar a doutrina dos Católicos, pois senão seria afastado das funções pastorais.
Naquele momento quando deram-me a palavra, levantei e disse: Hoje estou sendo interrogado, porque estou pregando sobre o “Sim de Maria” porém quero fazer uma colocação. “Porque nós ensinamos sobre todos os homens e mulheres que a Bíblia fala, pregamos sobre Moisés, sobre Noé, Adão, Davi, Salomão, Pedro e dezenas e dezenas de outros que foram grandes homens de Deus, mas foram grandes pecadores. Muitos cometeram pecados de adultério, tiraram a vida de outros, alguns traíram o próprio Cristo e mesmo assim com os seus testemunhos de vida, nós levamos muitas pessoas a Jesus e muitas, a se converterem. Procuramos seguir o exemplo deles, porém, eles tiveram grandes falhas, grandes momentos negros”.
Eu quero dizer a vocês que estou disposto a deixar de ensinar sobre Maria com uma condição apenas. Peguei a Bíblia e ergui diante de todos eles. “Se algum dos Pastores aqui presentes me provar dentro da Bíblia um só pecado que Maria cometeu, eu não deixo apenas de falar sobre ela, mas deixo também de falar sobre qualquer outro assunto”. Neste momento fez-se um silêncio, ninguém falava. Foi quando o Pastor Édio interrompeu aquele silêncio e disse: “Pastor Sidney, o senhor sabe que nós não temos como provar isso dentro da Bíblia, mas o senhor sabe que isso é doutrina dos Católicos. Ou o senhor se retrata ou o senhor será disciplinado hoje”. Foi quando eu disse: “Se eu tenho que tomar uma decisão entre continuar ser Pastor e falar o “Sim de Maria”, pois eu deixo de ser Pastor hoje e vou continuar pregando o “Sim de Maria” que ela deu ao nosso Deus”.
A partir daí eu saí pelo corredor central, alguns ainda diziam que eu estava possuído por alguma força estranha e com isso começaram algumas perseguições. Os momentos negros vieram, começaram as calúnias, passei as piores coisas, fui agredido, apanhei na rua. O Padre da cidade me disse: “Pastor, vai embora daqui, se não alguém vai matá-lo”. Neste momento, eu fui embora para o Estado do Pará, sem ter onde morar, perdi tudo o que tinha, toda aquela projeção.
Cheguei na casa de minha mãe com minha esposa e dois filhos. Ela me disse: “Aceito você na minha casa de qualquer jeito, menos sendo Católico, porque não foi isso que lhe ensinei, a porta da rua é a serventia da casa”. De lá mesmo eu saí sem até a benção de minha mãe. Minha esposa disse assim: “ Vamos a Santa Isabel do Pará”. Como eu tinha um cunhado que era Pastor e morava lá, eu pensei: “Minha esposa vai pedir um lugar para ficarmos alguns dias”. Ao chegar na cidade de Santa Isabel, duas horas depois desse acontecimento com minha mãe, minha esposa pediu para que eu abençoasse Jônatas e Natanael, nossos filhos, mandou que eles entrassem e na frente da casa do meu cunhado, ela disse assim: “Quando nós cometemos qualquer erro, todas as pessoas ficam contra nós, mas tem uma pessoa que nunca fica contra o filho, que é a mãe. A mãe sempre vai estar ao lado, mas você está tão amaldiçoado que nem a tua mãe ficou a seu lado e eu também não vou ficar. Aqui terminou o nosso casamento, vai embora. Viva sua vida que eu vou ver o que faço para criar nossos filhos”. Eu saí de lá chorando. Foi o fundo do poço, foi um momento muito triste, muito crucial na minha vida. Foi nesta hora que comecei a sentir o que era o amargor da vida, o que era estar sofrendo por ser Católico.
Enquanto eu viajava de Santa Isabel do Pará a Belém, no Santuário de Fátima tinha uma senhora que estava rezando o terço, coisa costumeira que ele fazia no Santuário. Enquanto ela estava rezando, escutou uma voz que dizia: “Vai a rodoviária agora porque tem um filho meu precisando de muita ajuda” E ela foi a rodoviária. Foi neste exato momento que fui desembarcando do ônibus. Naquela hora aquela mulher estava uns 5 metros na minha frente e olhava para mim e logo aproximou-se e disse: “Meu filho, eu não sei o que está acontecendo com você, mas eu quero te dizer que Maria, que é minha mãe e sua também pediu que eu viesse aqui e era para lhe ajudar no que fosse preciso.” Ela perguntou: “O que você mais está precisando?” Eu disse para ela: “Eu não tenho onde morar, eu terminei de ser expulso da minha casa por minha mãe, minha esposa terminou de separar de mim e não tenho para onde ir”. Ela me abraçou e disse: “Meu filho, vamos para minha casa, porque você vai ficar lá, não se preocupe que tudo será resolvido”. Fui com aquela senhora e fiquei na casa dela. Depois consegui um outro lugar para ficar. Foi um outro momento muito negro da minha vida. Foi quando eu comecei a passar muita fome, não tinha roupa, creme dental, sabonete, não tinha nada.
Mas eu louvo a Deus porque neste momento, de tanta desilusão, eu sentia que a graça de Deus envolvia minha vida. Eu sentia que o amor de Maria dominava-me e era um amor muito forte, algo muito grande para fazer com que eu não desistisse, até porque a minha própria família começou neste momento, a trazer várias propostas mandando pastores até minha pessoa para eu parar neste caminho, para voltar, pois tinha Rádio, tinha Televisão, poderiam me dar uma Igreja e fazer um grande trabalho, pois eu tinha muito talento. Eu não aceitei nada disso e passei muito tempo rezando, questionando, mas em todos esses momentos Deus me concedeu a graça de manter-me de pé.
Depois de um ano e meio que minha esposa me deixou, eu fui convidado para pregar em uma paróquia. Nesse período, apesar de minha mãe estar com raiva de mim e minha esposa ter me abandonado, eu sempre pedia a Nossa Senhora: “Se realmente tu existe, se realmente foi tu que entrastes em minha vida, faça com que minha esposa volte para mim”.
Nesta noite quando o Padre deu-me o microfone, uma Ministra da Eucaristia subiu ao Altar e disse assim: “Pastor, tem uma mulher lá fora querendo falar com o senhor. Ela disse que é sua esposa e está chorando muito”. Larguei o microfone e fui lá fora. Quando cheguei vi que era ela e estava desesperada. Perguntei: “O que aconteceu? Teve algum problema por lá?” Ela disse: “Não, eu vim aqui para te pedir perdão e dizer que quero ser Católica junta com você”. A partir desse momento, choramos muito e agente se abraçou entrando dentro da Igreja que tinha umas 2 mil pessoas. E nesta noite que eu ia dar o meu testemunho, Deus deu-me uma unção para pregar sobre a família e aquele recinto foi tomado por uma unção do Espírito Santo muito forte. Eram muitos maridos pedindo perdão para esposas, esposas para maridos, filhos para pais e Deus tomou conta daquele lugar.
A partir desse momento, eu começo viver uma outra situação. Minha mãe pediu que eu fosse falar com ela. Eu fui um pouco retraído sem saber o que ela queria falar comigo. Quando eu fui chegando na casa de mamãe, a garagem estava aberta. Quando eu fui chegando ela vinha saindo e esse foi um dos momentos muito forte de minha vida, porque naquele mesmo lugar, onde mamãe disse que a porta da rua era a serventia da casa, quando ela me avistou entrando, ela abriu os braços chorando e disse, meu filho, me perdoa, eu te amo, eu não quero que nenhuma indiferença religiosa exista entre nós, eu te amo... eu te amo...eu te amo. Se você quiser ser Católico, se você quiser pregar na Igreja Católica, pode continuar pregando e eu quero que você saiba que sua mamãe vai estar sempre orando por você para que Deus te use sempre e sempre.
Isso foi muito forte. É assim que Deus faz, é assim que Deus trabalha. Hoje ainda temos muitos problemas, muitas dificuldades. O que aquela mulher disse-me no sonho, que eu enfrentaria muitos problemas, isso tem se cumprido a risca. Sei que as dificuldades foram grandes e sei que muitas talvez maiores virão, mas eu tenho a plena convicção que a mesma graça que Deus e Maria concedeu-me até hoje para vencer todas as dificuldades, essa mesma graça estará na minha vida envolvendo-me para que eu super quantas possam surgir como disse o Apóstolo Paulo: “Eu estou indo para outros lugares, eu não sei o que lá me espera, a não ser tribulações e tribulações, mas sei que Deus conceder-me-á a graça para vencer a todas elas”.
Eu sei que essa graça de Deus que tem sustentado-me nos seus caminhos enfrentando as dificuldades do dia a dia, as contradições, as rejeições, o ódio de uns, a indiferença de outros, mas eu me sinto feliz porque hoje eu tenho a plena convicção que eu faço parte da geração e da multidão daqueles que Maria mesmo disse: “Todas as nações me chamarão de Bem Aventurada”.
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